O mundo parou mais uma vez, talvez a sensação que pessoas que são referências, ícones, que marcam história nunca irão morrer são mais assutadoras do que a própria morte, enfim será que ainda o conhecíamos? Ou será que nunca soubemos quem ele era de verdade?
Ele era apenas mais um ser humano que ao ter tudo acabou descobrindo que não tinha nada, ele não foi o primeiro e nem será o último mas como lidar com essa questão que tanto aflige o homem, afinal de que adianta “ter tudo” e “ter muito” se quando os problemas acontecem afetam o “ser” e se afetam o “ser”, logo “ter” de nada adianta.
Então o que vemos é apenas uma imagem e a imagem de um homem que queria ser criança e uma criança que não queria ser homem e que desde bem novo teve que se acostumar com a fama e o sucesso, sendo apenas uma criança já estava abalando todo o mundo com sua voz e sua dança mesmo ainda sem existir a velocidade de informação que temos nos dias atuais, a propagação da rede mundial dos computadores ou a globalização mas ele já era globalizado, lançava tendências, moda, ritmos musicais, passos de dança, enfim era um verdadeiro sucesso.
Porém ele parece ter se esquecido quem era, afinal trocar tanto seu rosto poderia mesmo o fazer esquecer, no entanto seu rosto nada tinha a ver com isso, cuidando das coisas exteriores acabou se esquecendo que havia um homem interior que precisava de atenção e esse homem interior não se importava com o que ele tinha do lado de fora, não adiantava o luxo, o dinheiro ou as mansões.
Enfim o dia chegou, o ar não mais foi respirado, a vida lhe deu um adeus dando lugar a morte e essa não respeita ninguém, muito menos fama, dinheiro e sucesso.
Nós o chamamos de Rei, mas não, ele não foi Rei, infelizmente foi apenas servo de si mesmo.
«Dourado»








