“E Deus, pelas mãos de Paulo, fez milagres extraordinários. De sorte que até lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades deixavam e os espíritos malignos saíam” Atos 19:11-12
Fico imaginando estas cenas! Com apenas um lenço em mãos, enfermidades dão lugar à saúde. Trevas se convertem em luz. Demônios recuam, doenças desaparecem! Que poder, que unção, que autoridade!
Partindo desde pressuposto, poderíamos concluir que há objetos de poder!
Nesta base são ancorados muitos dos preceitos que formulam doutrinas contemporâneas de cura e libertação.
São abarcadas dezenas de práticas, oriundas de sincretismo, cujas liturgias prometem um atalho para a resolução de diversos problemas.
Não é necessário mudar de atitude, pedir perdão, mudar a rota, de quebrantamento.
Nada disso!
Apenas, possuir um destes objetos “mágicos” comprados a peso de ouro nas prateleiras de tantas igrejas espalhadas pelo Globo!
Engodo? Ou fato?
Ao traçar este paralelo, há espaço para nutrir a convicção de que a água benta, ungida, consagrada, também possui certo poder.
Mais uma vez, damos lugar aos rituais complexos; copo de água em cima do televisor, oração de poder, pagamento do carnê da benção financeira... e o “milagre” acontece!
Em breve, com o avanço da tecnologia, e as TV´s de tela plana, fina. Irão vender o porta copos da água consagrada!
Um surto coletivo encabeçado por um grupo que se julga onipotente, aquecendo ainda mais a fogueira da vaidade...Títulos, honras, ao homem!
Paipóstolo, Patriarca, Apóstolo, Querubim!
Daniel Mastral - Carta de Janeiro
Marcadores: amizade, daniel, filho do fogo, guerreiros da luz, mastral | author: DouradoE o Fim Chegou. Será que Vivemos?
Marcadores: ano, fim, natal, novo, reflexão, tempo | author: DouradoPor mais incrível (ou rápido) que isso possa parecer, chegamos ao final de mais um ano e, nesse caso, chegamos ao final, também, de uma década, a primeira do século 21.
Confesso a quem interessar possa, que a ligeireza dos dias contemporâneos me assusta. São tão rápidos que muitas vezes, quase sempre, se torna impossível percebê-los, absorvê-los, vivê-los portanto. A rapidez com que os dias passam é tão grande que parece que não dá tempo de tirar deles a vida que neles está contida. O grave disso é que não tirar dos dias a vida que neles está contida é sinônimo de dizer que desperdiçamos vida, que não vivemos na totalidade, significa dizer que não vivemos muito do que poderíamos ter vivido. Creio que seja em função disso que sentimos, de quando em vez, essa sensação de saudade, de nostalgia, de vazio. Essa saudade/nostalgia é uma realidade em todo ser humano, mesmo naqueles cujo passado é apenas símbolo de dor e privação, mesmo naqueles que não tem em seu passado nada bom pra lembrar, ao contrário, dele querem se esquecer e rápido. Ora, se o passado é mau, de onde vem a saudade/nostalgia?
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